Ametista do Sul: O Destino Gaúcho com Minas de Ametista para Visitar

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No norte do Rio Grande do Sul existe uma cidade cujo subsolo é forrado de cristais roxos: Ametista do Sul, a "Capital Mundial da Pedra Ametista". Ali, minas desativadas viraram restaurantes, vinícolas e museus subterrâneos, e mais de 100 garimpos (metade ainda ativos) atraem cerca…

No norte do Rio Grande do Sul existe uma cidade cujo subsolo é forrado de cristais roxos: Ametista do Sul, a “Capital Mundial da Pedra Ametista”. Ali, minas desativadas viraram restaurantes, vinícolas e museus subterrâneos, e mais de 100 garimpos (metade ainda ativos) atraem cerca de 250 mil visitantes por ano.

A cidade fica a 440 km de Porto Alegre e cerca de 90 km do aeroporto de Chapecó (SC), o mais próximo com voos regulares. O acesso por terra é pela RS-406 e RS-324 até a RS-591, cujo trecho final até o município foi recentemente pavimentado pelo governo do estado, com investimento de R$ 29,5 milhões.

Geodo de ametista de Ametista do Sul, Rio Grande do Sul

Foto: James St. John (Wikimedia Commons, CC BY 2.0)

Como surgiu a fama da pedra ametista na cidade?

As primeiras pedras foram encontradas por acaso na década de 1930, por caçadores e agricultores que as achavam em córregos e áreas lavradas. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o valor comercial das ametistas despertou o interesse pela exploração, e surgiram os primeiros garimpeiros — 1972 marcou o auge da produção, quando o garimpo passou a ser feito em galerias que hoje chegam a 800 metros de extensão.

Ametista do Sul era distrito e só virou município em 1992. Hoje tem cerca de 8 mil habitantes e vive, em boa parte, do turismo ligado às pedras.

O que fazer nas minas subterrâneas de Ametista do Sul?

O Belvedere Mina fica a 70 metros de profundidade e reúne o primeiro restaurante temático em pedras ametista do mundo, com almoço servido das 11h às 14h e jantar das 19h às 22h, além de hospedagem em chalés e suítes e uma piscina subterrânea aquecida com bordas talhadas na rocha de basalto.

Já a Vinícola Ametista envelhece seus vinhos numa galeria subterrânea de 300 metros, cercada de cristais incrustados no basalto — o passeio inclui caminhada guiada, degustação e um pôr do sol observado ainda dentro do complexo.

Para quem quer entender a geologia por trás das pedras, o Ametista Parque Museu reúne uma extensa coleção de minerais, restaurante e vinícola subterrâneos, tirolesa, mirante e passeio de quadriciclo — tudo dentro de uma mina desativada.

Detalhe de cristais de ametista extraídos em Ametista do Sul, Rio Grande do Sul

Foto: James St. John (Wikimedia Commons, CC BY 2.0)

Por que a Igreja Matriz de Ametista do Sul é revestida de ametistas?

A Igreja Matriz São Gabriel, inaugurada em 28 de setembro de 2008, é a única igreja do mundo revestida de pedras ametista — mais de 40 toneladas cobrem suas paredes internas. A construção celebra a devoção ao Arcanjo Gabriel, presente na região desde 1945, quando os primeiros colonos ergueram um capitel com a imagem do santo.

Na mesma Praça Central está a Pirâmide Esotérica, uma estrutura de vidro na cor da ametista, com paredes internas forradas de pedras. Os quatro ângulos da pirâmide representam verdade, inteligência, silêncio e profundidade — um espaço pensado para meditação.

Vale a pena visitar Ametista do Sul o ano todo?

Sim — boa parte das atrações é subterrânea, então funcionam normalmente mesmo em dias de chuva, com temperatura estável nas galerias. Como há poucos hotéis na cidade, o ideal é reservar hospedagem com antecedência, principalmente em feriados e alta temporada.

Se você está planejando conhecer o Rio Grande do Sul além da Serra Gaúcha tradicional, Ametista do Sul entrega uma experiência que não existe em nenhum outro lugar do Brasil: caminhar, jantar e até brindar dentro de uma mina de pedras preciosas. Já foi ou está pensando em ir? Conta pra gente nos comentários!

Perguntas frequentes sobre Ametista do Sul

Onde fica Ametista do Sul?

No norte do Rio Grande do Sul, a 440 km de Porto Alegre e cerca de 90 km do aeroporto de Chapecó (SC), o mais próximo com voos regulares.

Por que Ametista do Sul é famosa?

Por ser a “Capital Mundial da Pedra Ametista”, com mais de 100 garimpos na região e minas desativadas transformadas em restaurantes, vinícolas e museus subterrâneos.

Quando as pedras ametista foram descobertas na região?

As primeiras pedras foram encontradas por acaso na década de 1930. O interesse comercial cresceu após o fim da Segunda Guerra Mundial, e 1972 foi o auge histórico da produção garimpeira.

É preciso reservar as atrações com antecedência?

Recomendado, principalmente hospedagem em feriados e alta temporada, já que a cidade tem poucos hotéis. Passeios em grupos grandes na Vinícola Ametista também devem ser agendados.

Ametista do Sul é um bom destino para dias de chuva?

Sim, boa parte das atrações — minas, restaurantes e vinícolas — é subterrânea e funciona normalmente independentemente do tempo.

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